Quinta-feira, Setembro 14, 2006
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Domingo, Maio 07, 2006
Sexta-feira, Maio 05, 2006
Terça-feira, Maio 02, 2006
CONCERTO NO MERCADO DA RIBEIRA

Peguem nos vossos filhos, pais, avós, cães, gatos, canários, grilos, peixinhos vermelhos e pulgas amestradas e venham todos ver o bicho no Mercado da Ribeira:
19 de Maio às 22.00h
Sexta-feira, Abril 28, 2006
Segunda-feira, Abril 24, 2006
O bicho na FEST FORWARD

O comentário da revista Fest Forward ao concerto do bicho na fonoteca municipal de Lisboa, a propósito do Phono´05:
“O Phono preenche um espaço essencial na apresentação de novas bandas. A edição de 2005 pautou-se por lotações esgotadas consecutivas e pelas boas actuações dos Novembro e Bicho de 7 Cabeças...”
“...foi um bicho de 7 cabeças albergar todos quantos quiseram ver a banda na fonoteca. A banda apresentou uma excelente conjugação instrumental com um sentido estético misto de contemporaneidade e tradição. Apesar do longo trabalho a percorrer, a música tradicional portuguesa poderá ter aqui descendentes do GAC e dos gaiteiros de Lisboa. Os temas “dom Quixote” e “cantar da popa” resultaram muito bem ao vivo...”
para ler mais:
http://www.festforward.com/
Domingo, Abril 23, 2006
Geringonça
Texto e música: Pedro Martins
Gira na praça de supetão,
a geringonça que desengonça
quantos lá vão
Lá vai o velho do ti Manel
com uma zebra, uma girafa
e o seu farnel
Pagou bilhete, de lá não sai,
que é a Lisboa de geringonça
que ele vai:
“- Tenha lá tento, ó ti Manel,
não vê que isso que anda aos giros,
é carrossel”
“- Eu é que sei é que sei
eu é que sei e deixem-me andar
enquanto aqui giro eu sei
a algum sítio eu hei de chegar!”
A geringonça nunca partiu
O velho tonto fartou-se e pronto
de lá saiu,
mas a seu espanto foi encontrar
o mundo inteiro que andando à roda
ia a cantar:
“- Eu é que sei é que sei
eu é que sei e deixem-me andar
enquanto aqui giro eu sei
a algum sítio eu hei de chegar!”
Gira na praça de supetão,
a geringonça que desengonça
quantos lá vão
Lá vai o velho do ti Manel
com uma zebra, uma girafa
e o seu farnel
Pagou bilhete, de lá não sai,
que é a Lisboa de geringonça
que ele vai:
“- Tenha lá tento, ó ti Manel,
não vê que isso que anda aos giros,
é carrossel”
“- Eu é que sei é que sei
eu é que sei e deixem-me andar
enquanto aqui giro eu sei
a algum sítio eu hei de chegar!”
A geringonça nunca partiu
O velho tonto fartou-se e pronto
de lá saiu,
mas a seu espanto foi encontrar
o mundo inteiro que andando à roda
ia a cantar:
“- Eu é que sei é que sei
eu é que sei e deixem-me andar
enquanto aqui giro eu sei
a algum sítio eu hei de chegar!”
Sina d´indigente
Texto e Música: Artur Serra
O Homem sem Terra
Poeta sem pena,
Traz os olhos tristes
Da sorte ser pequena,
Da sorte ser pequena,
De tanto caminhar,
Não tem chão não tem nada,
Nunca poderá voltar.
É devedor à Terra
A Terra lhe está devendo
Ao que a terra paga em vida
O homem paga morrendo
Sem escrita, sem lavra,
Sem papel onde vingar
O homem segue andando
Sem ter nada que pagar,
Sem ter nada que pagar
Sabe bem a sua sorte
De quem vive neste impasse
Sem ter Terra que o suporte.
É devedor à Terra
A Terra lhe está devendo
Ao que a terra paga em vida
O homem paga morrendo
(refrão adaptado do cancioneiro popular português)
O Homem sem Terra
Poeta sem pena,
Traz os olhos tristes
Da sorte ser pequena,
Da sorte ser pequena,
De tanto caminhar,
Não tem chão não tem nada,
Nunca poderá voltar.
É devedor à Terra
A Terra lhe está devendo
Ao que a terra paga em vida
O homem paga morrendo
Sem escrita, sem lavra,
Sem papel onde vingar
O homem segue andando
Sem ter nada que pagar,
Sem ter nada que pagar
Sabe bem a sua sorte
De quem vive neste impasse
Sem ter Terra que o suporte.
É devedor à Terra
A Terra lhe está devendo
Ao que a terra paga em vida
O homem paga morrendo
(refrão adaptado do cancioneiro popular português)
Sexta-feira, Abril 21, 2006
REFERÊNCIAS AO BICHO
Duas publicações online (Attambur e Folkmagazine) fazem hoje alusão ao nosso trabalho:
- Folkmagazine
- Attambur
A consultar!
- Folkmagazine
- Attambur
A consultar!
IMPORTANTE
A partir de hoje, o bicho inaugura um novo posto de escuta: http://www.myspace.com/b7c
Esta morada contém as seguintes músicas prontas a ouvir:
- Dom Quixote
- Cantar da Popa
- Marcha Lenta
Agradecemos desde já todas as palavras simpáticas e os “adds” que recebemos.
Esta morada contém as seguintes músicas prontas a ouvir:
- Dom Quixote
- Cantar da Popa
- Marcha Lenta
Agradecemos desde já todas as palavras simpáticas e os “adds” que recebemos.
Quarta-feira, Abril 12, 2006
Concerto no Sítio do Cefalópode



Foi com muita simpatia e hospitalidade que o nosso primo cefalópode nos recebeu na sua toca. Havia muita gente disposta a divertir-se e assim foi. Passou-se o tempo sem se dar por ele. Todos bateram com as carapaças e abanaram as caudas aos ritmos mais dançantes do espectáculo. Foi o culminar de uma bela noite de Primavera. O bicho agradece ao primo polvo e aproveita para lhe mandar daqui um aperto nos tentáculos!
O alinhamento do concerto foi o seguinte:
Sina d´indigente
Dom Quixote
Geringonça
Galos cantai baixinho
Homem vulgar
Cantar da Popa
Castanhos são castanhos
Pirraça
Quem me dera
Ai em forma de balada
Moliana da mentira
Borboletas no nariz
Marcha lenta
(Obrigado pelas fotos, Michelle!)
Domingo, Abril 02, 2006
CONCERTO BICHO DE 7 CABEÇAS
O bicho está de volta aos palcos!
Dia 8 de Abril - 22.30h
SÍTIO DO CEFALÓPODE
Largo do Contador-Mor 4B
Alfama (ao Castelo)- Lisboa
Entrada: 3 euros
Dia 8 de Abril - 22.30h
SÍTIO DO CEFALÓPODE
Largo do Contador-Mor 4B
Alfama (ao Castelo)- Lisboa
Entrada: 3 euros
Domingo, Março 19, 2006
Segunda-feira, Março 07, 2005
Juízos do velho Sarapitão
E ao meio caldeirão de dia do tratado temporal de Bexigas Velhas, Alciréolo pastor correu montanha abaixo repleto de pavores:
- Avistei um monstro! Um monstro de 7 cabeças! – gritava o rapaz tremendo de pavor – Acolá! Acolá! Por detrás daqueles cimeiros pedregulhos!
- Que dizes tu, jovem virtuoso? Tamanha bicheza multicéfala não pertence ao mundo das coisas vivas e reais... voltaste a bebericar da fonte dos ácidos? - achincalhou o velho Sarapitão enquanto abraçava as ervas de um baldio.
- Não credes em mim, sábio Sarapitão? Por honra de Deus, eu bem que escutei o silvar das suas 7 serpentinas cabeças!
- Alciréolo, Alciréolo... jovem dotado mas, porém, crédulo... eu acredito em ti mas não creio nesse tal monstro! Por acaso, tremelicavam-lhe os dedinhos?
- Sim! Sim!
- E no negrume sombrio das pedrarias haveis vislumbrado o brilho de dentes madrepérola da boca de um acordeão?
- Sim! E que medos me causaram!
- Haveis ouvido arcos de violoncelo esquartejar o silêncio da noite?
- Sim! E corri para que não me esquartejassem a mim!
- Pois bem, Alciréolo. Ponde credo nesses olhos! O que haveis visto não foi monstro algum, foi sim um mero ensaio de um grupo de música popular portuguesa que se perdeu nas montanhas...
- Fosga-se!
- Cuidado com o palavreado, ó meu!
- Perdoai-me, velho Sarapitão! Não contava que fosse tal coisa!
- Pois que foi... há meses que o grupo se meteu montanha acima pelo meio dos pedregulhos até onde a noite é mais fria e as estrelas estão ao alcance da mão... nunca mais foram vistos... quando o vento está de feição chegam à aldeia os sons do picar nas pedras em melodias de novas canções. Se os vistes acolá é porque andam perto...
- É um alívio sabê-lo... que grande susto me tomou!
- Pois... e de que te serviu tamanho alarido, Alciréolo? Tirar o sono às criancinhas, espalhar o terror sobre mulheres, levar os homens a armarem-se de paus e forquilhas? Tanto fumo por tão pouco fogo... Que te sirva de lição, jovem fantasioso... Monstros são coisas que não existem!
E ao terminar o discurso, Sarapitão, arregalou os olhos, arregaçou as mandíbulas e, com uma só dentada, alambazou-se com a cabeça do Alciréolo pastor.
- Avistei um monstro! Um monstro de 7 cabeças! – gritava o rapaz tremendo de pavor – Acolá! Acolá! Por detrás daqueles cimeiros pedregulhos!
- Que dizes tu, jovem virtuoso? Tamanha bicheza multicéfala não pertence ao mundo das coisas vivas e reais... voltaste a bebericar da fonte dos ácidos? - achincalhou o velho Sarapitão enquanto abraçava as ervas de um baldio.
- Não credes em mim, sábio Sarapitão? Por honra de Deus, eu bem que escutei o silvar das suas 7 serpentinas cabeças!
- Alciréolo, Alciréolo... jovem dotado mas, porém, crédulo... eu acredito em ti mas não creio nesse tal monstro! Por acaso, tremelicavam-lhe os dedinhos?
- Sim! Sim!
- E no negrume sombrio das pedrarias haveis vislumbrado o brilho de dentes madrepérola da boca de um acordeão?
- Sim! E que medos me causaram!
- Haveis ouvido arcos de violoncelo esquartejar o silêncio da noite?
- Sim! E corri para que não me esquartejassem a mim!
- Pois bem, Alciréolo. Ponde credo nesses olhos! O que haveis visto não foi monstro algum, foi sim um mero ensaio de um grupo de música popular portuguesa que se perdeu nas montanhas...
- Fosga-se!
- Cuidado com o palavreado, ó meu!
- Perdoai-me, velho Sarapitão! Não contava que fosse tal coisa!
- Pois que foi... há meses que o grupo se meteu montanha acima pelo meio dos pedregulhos até onde a noite é mais fria e as estrelas estão ao alcance da mão... nunca mais foram vistos... quando o vento está de feição chegam à aldeia os sons do picar nas pedras em melodias de novas canções. Se os vistes acolá é porque andam perto...
- É um alívio sabê-lo... que grande susto me tomou!
- Pois... e de que te serviu tamanho alarido, Alciréolo? Tirar o sono às criancinhas, espalhar o terror sobre mulheres, levar os homens a armarem-se de paus e forquilhas? Tanto fumo por tão pouco fogo... Que te sirva de lição, jovem fantasioso... Monstros são coisas que não existem!
E ao terminar o discurso, Sarapitão, arregalou os olhos, arregaçou as mandíbulas e, com uma só dentada, alambazou-se com a cabeça do Alciréolo pastor.
Sábado, Janeiro 29, 2005
Visite-nos em http://tocadobicho.com/









